Cultura do café: Adubação equilibrada do cafeeiro para maior lucratividade

cultura do café

Segundo o Boletim de Acompanhamento da Safra de café, uma publicação produzida pela CONAB em janeiro deste ano destinada à cultura do café, a produção do grão será maior do que a obtida em 2019. Assim, teremos um ano de bienalidade positiva, com produção entre 57 e 62 milhões de sacas beneficiadas produzidas em uma área de aproximadamente 1.9 milhões de hectares.

O aumento do volume de produção foi calculado entre 16 a 26% aproximadamente em relação a safra passada, ou seja, causando um cenário otimista no campo para o produtor. O aumento da produtividade deve se situar entre 11,4% e 20,9% em relação ao ano anterior que foi de bienalidade negativa. Vale a pena lembrar que o ciclo bienal é natural do cafeeiro, e consiste de safras de alta e baixa produção em anos consecutivos.

 

A importância da nutrição para a cultura do café

Neste cenário onde a expectativa de produtividade é maior, a atenção dada a lavoura aumenta, já que há chances de ganhos financeiros. Assim, é comum o produtor cuidar mais do cafeeiro de maneira geral. Deste modo, os tratos fitossanitários ganham especial atenção devido a importantes pragas e doenças que podem comprometer sua produção.

Entretanto, devemos lembrar que maiores produtividades requerem uma melhor nutrição da cultura do café. Já que há mais grãos sendo produzidos, consequentemente são necessários mais nutrientes para a formação dos mesmos. Podemos fazer a seguinte analogia: para a construção de um muro, casa ou prédio, uma certa quantidade de tijolos, cimento, areia e água é necessário; por outro lado, se o tamanho da construção aumenta (mais quartos, um muro mais alto, etc), mais recursos são demandados.

Nesta comparação simples, mas fácil de entender, podemos dizer que os recursos usados em uma construção (tijolos, cimento, areia, água) são os nutrientes das plantas (N, P, K, Ca, Mg, B, etc) usados para o próprio crescimento, além da formação e enchimento dos grãos.

 

O solo como elemento essencial

O solo é o principal substrato usado para a produção agrícola mundial. É importante que toda atenção seja dada a ele, fornecendo condições para o seu funcionamento adequado. Para um solo ser produtivo é necessário que a parte física, química e biológica estejam em equilíbrio para que a cultura do café se desenvolva adequadamente.

Por exemplo, a adubação em um solo que esteja compactado não produzirá adequadamente, já que a parte física está comprometida e limitando a resposta da adubação (Lei do mínimo). Com relação à parte química, devemos estar atentos ao pH – principal fator responsável pela disponibilidade dos nutrientes – e aos níveis e equilíbrio de todos os nutrientes.

Mesmo que se tenha teores adequados de N, P e K no solo, a deficiência de apenas um nutriente irá reduzir a produção (novamente, Lei do Mínimo). No geral, os solos brasileiros são ácidos e pobres em nutrientes, assim a correção do pH e a prática da adubação são imprescindíveis para se produzir.

Assim, o investimento nas adubações é necessário buscando suprir todos os nutrientes necessários para a cultura. Muito se fala nos fertilizantes NPK – macronutrientes primários – devido serem requeridos em maiores quantidades, e muitas vezes os macronutrientes secundários – Ca, Mg e S – são negligenciados. Novamente, todos os nutrientes, macro e micronutrientes, devem ser fornecidos em quantidades suficientes para se produzir bem.

 

Cálcio, magnésio, boro e silício para a cultura do café

O cálcio é constituinte da parede celular das células e fundamental para o crescimento de raízes. É um nutriente imóvel na planta, ou seja, não se desloca pelo floema. Assim, seu suprimento deve ser constante, e a maneira mais correta e viável de se fornecê-lo é através do solo.

Desta maneira, as adubações com cálcio devem ser via solo. Além de ser um nutriente de planta, o cálcio é responsável pelo condicionamento da subsuperfície do solo, ou seja, ele é responsável pela melhoria do solo nas camadas abaixo de 20 cm de profundidade permitindo o aprofundamento das raízes do cafeeiro. É o que chamamos de construção do perfil de solo.

Podemos citar dois principais benefícios de se construir o perfil de solo e consequente crescimento das raízes em profundidade.

Raízes mais profundas

Raízes mais profundas têm maior acesso a água do subsolo e deixa a planta mais resiliente à seca ou veranicos (estiagem no período chuvoso). É bom lembrar que o solo seca de cima para baixo, e caso o sistema radicular esteja concentrado na camada superficial, o cafeeiro certamente sofrerá um estresse hídrico com consequências para a produção;

Maior absorção de nutrientes

Com raízes mais profundas, haverá maiores chances de absorção de nutrientes móveis no solo como N e K – usados em grandes quantidades na lavoura cafeeira – que porventura sejam lixiviados da camada superficial, ou seja, contribui para a nutrição do cafeeiro e ciclagem de nutrientes. Vale ressaltar que a raiz é o principal órgão responsável pela absorção de água e nutrientes, também conhecida como a ‘boca da planta’.

 

Assim, uma maior e melhor nutrição do cafeeiro começa pelo aumento do sistema radicular. Em lavouras  já implantadas, o uso de fontes capazes de levar cálcio em profundidade é a única alternativa para se conseguir uma maior nutrição, construção de perfil de solo e consequentemente uma maior segurança hídrica das plantas.

Vale a pena recordarmos o ano de 2014, onde havia uma bienalidade positiva para o cafeeiro, mas devido à uma diminuição do volume de água a produção foi menor ainda do que a do ano anterior, que tinha sido de baixa produção. Por isso, a construção do perfil é mais uma ferramenta que trará uma segurança maior para o produtor ter uma lavoura mais resiliente ao estresse hídrico.

O magnésio participa na composição da molécula de clorofila e é o nutriente que mais ativa enzimas, dentre outras funções. No geral, os solos utilizados para o cultivo da cultura do café são deficientes em magnésio, exigindo adubações com este nutriente. Um outro fator que causa a deficiência deste nutriente na planta é o desequilíbrio com os nutrientes cálcio e potássio.

Por isso, é importante estarmos atento ao equilíbrio de cálcio, potássio e magnésio no solo. A deficiência deste nutriente compromete a fotossíntese, o que compromete a produtividade e a qualidade dos grãos. O boro é constituinte de parede celular, participa da síntese de RNA e DNA, crescimento de meristemas, germinação do grão de pólen, crescimento do tubo polínico e da estabilidade das membranas. Sua deficiência causa abortamento de flores, afetando a produtividade. No campo sua deficiência é frequente, dada a alta mobilidade no solo.

É um nutriente imóvel na planta, assim as adubações foliares apresentam baixa eficiência, portanto, seu suprimento deve ser principalmente via solo. Já o silício é um elemento benéfico que pode trazer diversas vantagens ao cafeeiro através da maior resistência à pragas e doenças, além de melhorar a nutrição do cafeeiro, como demonstrado por Pozza et al. (2005).

 

Conheça o fertilizante Force Café da TMF

Pensando nas limitações em Ca, Mg e B geral dos solos brasileiros, a TMF desenvolveu um fertilizante alinhado às necessidades nutricionais do cafeeiro. É o Force Café, contendo concentrações ideais de Mg e B, além da tecnologia exclusiva da TMF que associa Ca e Si conferindo a toda linha de fertilizantes TMF a característica de múltipla ação: nutre a planta, corrige e constrói o perfil de solo.

Todos os nutrientes começam a ser disponibilizados com as primeiras chuvas. Isso mesmo! O Force Café não necessita de um período de reação pois possui ação imediata no solo. Abaixo estão mais algumas vantagens do Force Café:

  • Sua forma é granulada, o que facilita a aplicação e distribuição uniforme na lavoura;
  • Possui baixa dosagem;
  • É compatível com a mistura de NPK, reduzindo as entradas na lavoura para    adubação;
  • Substitui outras fontes de Ca, Mg, B e Si;
  • Não precisa ser incorporado devido à sua solubilidade;
  • Ampla janela de aplicação (ano todo);
  • Baixa mão de obra;
  • Redução dos custos de até 2 a 3 entradas na lavoura.

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