A importância da análise do solo para lavouras produtivas

A fertilidade é a característica de maior valor agronômico do solo e está diretamente relacionada à qualidade e altas produtividades das lavouras. Como há baixa fertilidade natural na grande maioria das regiões brasileiras, a análise do solo se mostra como uma técnica indispensável para alcançar uma colheita rentável e produtiva.

Ainda é comum que muitos agricultores façam a adubação de suas culturas sem a realização da análise do solo. Por mais que seja uma prática habitual, o correto é sempre planejar e realizar a adubação a partir das características do solo e das necessidades da planta.

Por que a análise do solo é tão importante?

A análise do solo é considerada a medida mais prática, rápida, direta e barata de se fazer uma análise racional da fertilidade do solo e de transferir tecnologia por meio de insumos para que o agricultor possa ter uma lavoura com alta produtividade.

A maior utilização da análise do solo é no sentido de orientação no emprego de fertilizantes e calagem. Ou seja, através da análise do solo pode-se determinar a quantidade do elemento no solo e estimar as necessidades de calagem e dos nutrientes essenciais necessários para a obtenção de uma produção economicamente rentável para o agricultor.

Além disso, as informações obtidas por meio da análise podem ser usadas para acompanhar as modificações nos teores dos nutrientes com as diferentes práticas de manejo do solo, da água e da planta. Tudo isso possibilita um uso mais eficiente dos adubos e evita possíveis contaminações do ambiente.

Como realizar a amostragem do solo?

A análise deve começar, primeiramente, com a coleta da amostragem do solo. É importante realizar a coleta de maneira correta, já que a amostra deve representar toda a área considerada, sem nenhuma contaminação ou alteração significativa durante o seu processo de coleta, secagem e acondicionamento, e com métodos analíticos que quantifiquem bem o nutriente com o máximo de precisão e exatidão.

Para isso, a amostragem do solo deve atender a três critérios principais: as amostragens precisam ser feitas em áreas homogêneas; o número de amostras simples (subamostras) por amostra composta, deve ser suficiente para torná-la representativa da área; e a amostragem precisa deve ser feita regularmente na área, de acordo com a cultura e o manejo do solo adotado (se plantio direto ou convencional).

Confira as principais técnicas para realizar a amostragem de solo:

  • A época ideal para a amostragem para as culturas anuais, é logo após o término das colheitas; para as perenes, após a colheita ou dois meses depois da aplicação do último parcelamento anual da adubação;
  • As amostras devem ser retiradas, na maioria dos casos, dos 20 cm mais superficiais do solo;
  • Ao se amostrar os solos fertilizados anteriormente, deve-se ter o cuidado para não se coletar amostras sobre as linhas (sulcos) onde foram aplicados os fertilizantes;
  • As áreas devem ser percorridas em ziguezague e as amostras simples devem ser retiradas de 15, 20 ou 30 pontos diferentes, a cada 50 m ou 60 m;
  • A amostra coletada deve ser enviada no mesmo dia ao laboratório; caso não seja possível, ela deve ser posta para secar à sombra em local limpo e arejado.

Interpretação da análise do solo

Geralmente, a análise do solo para fins de fertilidade mais comum, determina: as bases trocáveis – cálcio (Ca2+), magnésio (Mg2+), potássio (K+) e sódio (Na+); a acidez ativa- pH; a acidez trocável- alumínio (Al3+); a acidez potencial- Al + H; o teor disponível de fósforo (P) e o teor de matéria orgânica (MO).

A magnitude dos valores individuais de cada nutriente, assim como as variáveis deles derivadas dão uma idéia do grau da fertilidade do solo, ou seja, de sua capacidade de ceder nutrientes para as plantas.

Todos esses dados podem ser obtidos com os resultados da análise do solo. Portanto, as quantidades de corretivo e fertilizantes que serão aplicados dependem dos teores dos nutrientes diagnosticados pela análise do solo e da recomendação técnica disponível, feita por um engenheiro agrônomo.

Os critérios de interpretação variam de acordo com cada região ou estado. O ideal é que cada estado tenha tabelas de interpretação da fertilidade dos seus solos e de recomendação de corretivos e adubos, para cada cultura.

No entanto, a falta de tabelas oficiais de recomendação de corretivos e adubos pode obrigar o agricultor a recorrer a outros métodos que também têm eficácia, como:

  • Conhecimento teórico acumulado no estudo da fertilidade do solo (considerando-se os requerimentos da planta e fazendo-se inferências a partir da realidade local); 
  • Extrapolação de dados de pesquisas feitas em regiões com as mesmas características de solo e clima 
  • Experiência do engenheiro agrônomo que trabalha na região. 

Cálculo da necessidade de fertilizantes

Após a interpretação da análise do solo, é preciso realizar a calagem e adubação para aumentar a fertilidade e capacidade produtiva do solo. Essa etapa é extremamente necessária, já que é uma das práticas mais importantes para a produtividade das plantas.

A quantidade necessária de fertilizante é calculada em função de sua composição, ou seja, dos nutrientes presentes no solo e seus respectivos teores, além da quantidade do nutriente recomendada pelo laboratório que efetuou a análise do solo.

Ao determinar a quantidade de fertilizante a ser usada e a época de aplicação, a próxima etapa é realizar a distribuição do insumo no solo. Em culturas anuais plantadas em covas, parte dos adubos deve ser distribuída no fundo da cova e separada da semente por uma pequena camada de solo

A outra parte deve ser aplicada em cobertura, na superfície do solo e ao lado da planta. Neste caso, é importante misturar o adubo com o solo e, quando possível, cobri-lo com 2- 5 cm de terra. 

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